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1 de maio de 2017

Bolinhos-de-chuva, vindos do outro lado do mar...


Quem anda por aqui, já sabe que não estou muito bem de saúde, um problema muscular ou de tendões em ambos os braços anda a desafiar-me. Pelo facto, tento estar no computador o mínimo tempo possível. Tendo eu sempre uma história que gosto de contar hoje, infelizmente, não vai ser o caso, lamento.
Espero que seja passageiro e muito, muito obrigada por quem tem demonstrado carinho, interesse e preocupação. É nestes momentos que reconhecemos os amigos... verdadeiros :-)



Pratos brasileiros é o tema do Dia Um...Na Cozinha de Maio. Não é uma receita complicada e é feita com ingredientes básicos, simplesmente porque os meus braços não me permitem, igualmente, muito tempo a mexer na cozinha :-(
Inimaginável a sensação de impotência, de ter que pedir para fazer tudo aquilo que me provoque esforço nos braços, enfim... obrigada a quem me tem "aturado" :-)



Bolinhos-de-chuva (inspirado daqui)

Ingredientes
1/2 chávena de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga amolecida
2 ovos
2 e 1/2 chávenas de farinha
1 colher de sopa de fermento
1 colher de café de sal
1 chávena de leite

*
óleo
canela
açúcar em pó

Preparação
Bater o açúcar com a manteiga até obter um creme fofo. Juntar os ovos, um a um e bater até ficar uma massa homogénea. Peneirar a farinha com o fermento e o sal e envolver com a massa. Acrescentar o leite e continuar a mexer.
Com a ajuda de uma colher despejar pedaços de massa no óleo quente tentando que fiquem em bolinhas. Fritar até alourar, retirar para papel absorvente e deixar escorrer.
transferir para uma travessa e polvilhar com o açúcar em pó e canela.
Bom lanche



rain 
cookie

ingredients
1/2 cup of sugar
2 tablespoons butter room temperature
2 eggs
2  1/2 cups of flour
1 tablespoon of baking powder
1 teaspoon of salt
1 cup of milk

*
oil
cinnamon
confectioner sugar

preparation
Beat the sugar with the butter until you get a fluffy cream. Add the eggs one by one and beat until smooth. Sift the flour with the yeast and salt and wrap with the dough. Add the milk and continue to stir.
With the help of a spoon pour pieces of dough into the hot oil trying to get them into balls. Fry until browned, remove to absorbent paper and allow to drain.
Transfer to a plate and sprinkle with the confectioner sugar and cinnamon.
Good snack






Obrigada




27 de maio de 2015

Vamos fazer bolachas... fidalguinhos :-)


Os biscoitos fidalguinhos são típicos da região de Braga. Tiveram origem na doçaria conventual e integram o receituário do Convento da Nossa Senhora dos Remédios, em Braga. 
A sua forma, tipo perna cruzada,  é uma alusão ao estilo de vida dos fidalgos, que se caracterizavam por conseguirem atingir o que quer que fosse sem qualquer esforço. Uma sátira à vida parasitária dos nobres hereditários. 



E de lata com fidalguinhos, vou até ao Brasil.  Levo um bocadinho da história de conventos, de épocas passadas e do norte de Portugal. Ofereço à Manuela, Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil, para o passatempo "Vamos Fazer Bolachas", desejando uma tarde alegre, entre amigos e chávenas de chá.






Fidalguinhos de Braga

Ingredientes
1 colher chá de canela
100g de açúcar
2 gemas + 2 ovos inteiros
300g de farinha com fermento
50g de manteiga
raspa de meio limão
canela e açúcar de confeiteiro para polvilhar

Preparação
Preparar um tabuleiro forrado com papel vegetal ou untado e polvilhado com farinha.
Peneirar o açúcar com a farinha. Juntar os ovos, as gemas, a manteiga à temperatura ambiente e em pedaços e a raspa do limão e a canela amassando muito bem. Deixar descansar durante cerca de 1/2 hora.
Retirar pedaços de massa e moldar rolos finos, sensivelmente da largura de um dedo mindinho, com um comprimento de cerca de 20cm. Os meus ficaram grossos porque gosto dos biscoitos não muito duros. Dobrar pelo meio e torcer a formar uma trança.
Colocar os fidalguinhos no tabuleiro, polvilhar com canela e açúcar de confeiteiro e levar a cozer num forno a 180º durante cerca de 15 minutos ou até dourarem.

Bom apetite




Boa semana. Boas bolachinhas :-)



1 de março de 2015

Torta verde em manhãs preguiçosas



Gosto de manhãs de fim de semana preguiçosas, em que não há planos para antes do almoço. Gosto de acordar devagar. De observar o meu cachorro que, de focinho em cima da cama, não se atrevendo a saltar para ela, parece dizer-me.
- Levanta-te miúda! :-)
Gosto, ainda de olho meio aberto,  fazer os planos para o dia. Fim de semana significa ida à frutaria, ao supermercado e... bolinhos, ou se não bolinhos, pelo menos uso do forno. 
Levanto-me cheia de vontade! A receita já ficou na cozinha ontem, numa folha de papel ditada pela minha tia. Já vem de família. Uma torta que me lembro de comer nos aniversários lá de casa, na praia em férias de Verão e em aniversários em casa dos meus primos. Desde que me lembro de mim que lhe chamamos o que ela realmente é; torta verde!
Não foi, de longe, a torta que me saiu mais perfeitinha. Ficou talvez um pouco cozida demais. Mas, é de bem perto, uma das melhores tortas que se podem saborear. Um gostinho amargo e doce. Do açúcar, misturado com a raspa de lima e a canela. Esta sim, sai sempre bem :-)
É dia 1, é Dia Um... Na Cozinha, dia de mostrar as tortas que cada um melhor conseguiu fazer. E eu vou deliciar-me com a minha. Recordar a infância, as festas e o que a minha família me vai deixando, escrito em folhas de papel, ditadas ao telefone.
Um bom desfile para todos.



Torta Verde

Ingredientes
250 de açúcar
2 colheres de sopa de farinha
raspa de um limão verde ou 2 limas (eu usei limas)
4 ovos
canela para rechear

Preparação
Forrar um tabuleiro com papel vegetal, untar e polvilhar com farinha.
Começar por bater os ovos com o açúcar. Adicionar a raspa de limão, ou lima. Por fim adicionar a farinha e apenas envolver.
Vai ao forno por cerca de 12 minutos. Não deve cozer muito.
Entretanto espalhar açúcar num pano limpo. Depois de cozida, deitar a torta em cima do pano. Como recheio polvilha-se abundantemente com canela. Enrolar a torta cuidadosamente com a ajuda do pano.
Esta torta não fica muito grande, mas é grandiosa de sabor :-)
Bom apetite







Bom domingo para todos



24 de outubro de 2014

Tarte de arroz doce e fim de semana de medo... medo



Os fins de semana durante a escola costumam ser em casa, com uma pequena saída de vez em quando no domingo de manhã, ou uma visita relâmpago a amigos. Serve para apanhar um pouco de ar puro, passear o cachorro e restabelecer energias. Quando o tempo o permite.
Mas há fins de semana em que topo com programas culturais irrecusáveis e o tempo que deveria ser mais passado em casa, será passado na rua.
Quem poderia recusar um passeio de barco pelo rio Tejo com amigos, num sábado que promete ser soalheiro? Quem poderia recusar um jantar a seguir em casa dos amigos?
Que poderia recusar um piquenique no domingo num Parque de Monsanto, fresco, com tons de Outono para um cachorrinho correr à vontade e as crianças largarem as energias acumuladas. 
E para acabar o dia uma visita ao Mercadito da Carlota, onde promete haver animação, surpresas e moda ao gosto de crianças e crescidos.
Claro que hoje e amanhã de manhã haverá estudo reforçado para compensar a "vida social" deste fim de semana louco! Medo... medo!




Tarte de arroz doce

Ingredientes
250g leite
200g natas
100g arroz 
casca de meio limão
1 pau de canela
4 gemas
80g açúcar

massa
1 embalagem de massa quebrada
1 gema de ovo
canela em pó

Preparação (bimby)
No copo colocar o leite, as natas, o arroz, a casca de limão, o pau de canela e cozinhar 15m * 90º * vel colher. No fim deste tempo envolver com uma espátula e cozinhar mais 15m * 90º * vel colher.
Num recipiente colocar as gemas com 4 colheres de sopa do leite do copo e misturar bem com um garfo. Cuidado para não cozer as gemas. Adicionar o açúcar e as gemas ao leite, envolver bem com a espátula e cozinhar 10m * 90º * vel colher 1.5.
Retirar a casca de limão e o pau de canela e deixar arrefecer.
Pré-aquecer o forno a 200º. Estender a massa quebrada na forma de tarte, pressionar contra as paredes e acertar as sobras dos lados. Rechear com o arroz doce e pincelar as bordas com a gema. Levar ao forno cerca de 25 minutos.

Preparação (tradicional)
Num tachinho levar ao lume 200ml de água e o arroz. Temperar com um pouco de sal e deixar cozer até a água secar.
Depois de evaporar juntar 20gr de manteiga, casca de meio limão, 1 pau de canela e 250ml de leite. Mexer e deixar cozer durante 20 minutos. Mexer de vez em quando para não agarrar ao fundo. Passado os 20 minutos acrescentar 80g de açúcar e mexer.
Dissolver 4 gemas num pouco de leite e acrescentar ao arroz mexendo sempre. Quando começar a borbulhar desligar o lume.
Retirar a casca de limão e o pau de canela e deixar arrefecer.
Pré-aquecer o forno a 200º. Estender a massa quebrada na forma de tarte, pressionar contra as paredes e acertar as sobras dos lados. Rechear com o arroz doce e pincelar as bordas com a gema. Levar ao forno cerca de 25 minutos.

Retirar do forno. Polvilhar com canela. Cortar uma generosa fatia e sentar no sofá em modo pastelice.





Bom fim de semana.
E aproveitem tardes soalheiras com as crianças, enquanto o tempo está esta maravilha :-)



11 de setembro de 2014

Pêssegos no forno e... pensamentos de 20 minutos



O regresso de férias, do dia sem horas, do prazer da nada fazer, implica um recomeço de rotinas. É a arrumação da casa para o novo ano lectivo, a preparação da roupa, dos livros, cadernos e afins. As últimas compras. Um estojo e um dossier novo, lápiz... e umas canetas de cores. E chega! O material do ano passado ainda serve.
Em dois dias consigo retomar o ritmo normal. Começo logo a fazer planos para os próximos dias e até a longo prazo.
É também o recomeço das viagens casa/trabalho, trabalho/casa. São viagens de apenas 20 minutos, a andar com calma, praticamente por autoestrada. 
São 20 minutos em que me perco em pensamentos.  20 minutos em que saio de mim para várias dimensões, sempre com jazz  flutuando pelo carro, - Smooth FM...All that jazz -
Perco-me em projectos, memórias... sonhos do que gostaria ainda de fazer e viver. 


São os 20 minutos em que me passa muitas vezes a vida pela frente. Rectrospectivas de momentos, sentimentos, regressos ao passado... e recordações de tantas coisas que já não voltam, mas que deixaram memórias muito vincadas.
Quantas vezes deslizando pela estrada nas minhas quatro rodas, elaboro projectos, faço receitas, recorto cartolinas, tiro fotografias... e chego ao trabalho com vontade de regressar a casa para fazer tudo o que idealizei em apenas 20 minutos.


São também 20 minutos para conversas com a minha princesa Caracol. Conselhos, ralhetes ou simples conversas de mãe e filha. Isto nos dias em que ela não vai a dormitar e a pedir que me cale... :-) nessa altura reduzo-me aos meus 20 minutos de levitação :-)



Pêssegos assados no forno com kefir
(inspirado daqui)

Ingredientes
4 pêssegos não muito maduros de soltar o caroço
2 colheres de chá de canela
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de manteiga
kefir a gosto
1 colher de sopa de aveia

Preparação
Ligar o forno a 230º.
Cortar os pêssegos a meio e com cuidado retirar o caroço. Dispô-los numa assadeira. Polvilhar cada metade com um pouco de canela e açúcar. Pincelar com a manteiga derretida.
Levar ao forno por 10 minutos
Entretanto misturar o kefir com a aveia.
Retirar os pêssegos e servir com um pouco do iogurte por cima de cada um.

Foi o meu pequeno almoço e servi depois como entrada num almoço :-)



Bom apetite e um obrigada muito especial à querida Sandra do That Cake Sweet que conheci nas férias, que me levou à loja com tecidos lindos, onde comprei esta sarapilheira, que me arranjou um vasinho de RUIBARBO, me ofereceu um presente (mostro mais tarde) e com quem já fiz uns planos para o Natal. Obrigada Sandra. Gostei muito de te conhecer, mesmo.




23 de junho de 2014

Vamos fazer Bolachas gluten free de abóbora



O Verão chegou, num dia de chuviscos. Parecia sim, a chegada de um Outono precoce.
A cozinha estava mais escura do que o normal nesta altura do ano.
Eu que adoro o sol, o céu azul e as flores que brilham! Triste, a chegada do Verão deste ano. Em dias assim fico na cozinha sempre à espera que um raio de sol se lembre de mim e entre pela janela. 
Parece que ele me ouviu e me fez a vontade. A meio da tarde os raios lá entravam de vez em quando e clareavam a cozinha. 
Iluminavam as bolachinhas que levo num cestinho para a Manuela, do Cravo e Canela - Uma cozinha no Brasil, no seu passatempo Vamos Fazer Bolachas, assim que ela voltar das suas férias.
Os dias estão escuros e eu sinto-me como eles.
Valha-nos umas bolachinhas, para petiscar no sofá, a ver os pingos da chuva na janela, desejando um dia mais alegre em breve :-)


Bolachas de abóbora recheadas de chocolate branco

Ingredientes
1 1/4 chávenas de farinha de amêndoa
1 chávena de aveia
1 colher de sopa de canela
1 1/2 colheres de chá de nóz moscada
1/2 colher de chá de moinho de 4 pimentas
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de sal
1/2 chávena de abóbora passada e escorrida
1/4 chávena de óleo de côco 
2 colheres de sopa de óleo de canola (substitui por azeite, não me agradou o que li sobre óleo de canola)
1 ovo
6 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de xarope de milho
2 colheres de sopa de leite
2 colheres de chá de baunilha

Preparação
Pré-aquecer o forno a 170º C e forrar um tabuleiro a pepel vegetal
Numa tigela misturar os ingredientes secos e reservar
Noutra tigela misturar os ingredientes molhados. Adicionar os ingredientes secos aos molhados e misturar apenas até ligarem.
Formar pequenas bolas e achatá-las ao tamanho exacto que se quer, elas não se espalham ao cozer.
Levar ao forno durante cerca de 17 minutos. Deixar esfriar e rechear com chocolate branco previamente derretido. Algumas podem ficar sem recheio, para os mais "esquisitos"


notas
Usar um pano de cozinha limpo para escorrer a abóbora. Medir 1 chávena de abóbora, colocar no meio da toalha e espremer até que saia todo o líquido e fique cerca de 1 chávena, ou seja metade do que era originalmente.
Estas bolachas não ficam estaladiças. Ficam molinhas e suaves. 









Eu até gosto de dias de chuva. Mas hoje, nem sei porquê, não me está a agradar. Sinto uma grande tristeza...
Vou comer uma bolachinha... talvez anime :-)
Bom proveito Manuela e boas férias.


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