27 de outubro de 2013

Um casamento, dois corações... e um poema ao amor



  

"Talvez não te tenha dito que o amor é como um sonho aflito
que não pára de crescer.
Talvez não te tenha dito,
mas agora fica escrito.
Há noites em que as janelas se abrem
para uma escuridão sem alma
e em que a alma se abre para essa escuridão.
E o amor, criança aflito, escondido, fica com medo.
E talvez não te tenha escrito,
que o amor é um pássaro cujas asas batem no coração a repicar,
que o amor é um eco de uma explosão antiga,
que o amor é tanto riso como briga
e que, cego, vai batendo em cada esquina.
Talvez não te tenha escrito
que o amor é a dissolução total,
que o amor é o gume da faca,
que corta a flor no dia em que floresce
e que abre a ferida quando a noite recomeça.
Talvez não te tenha dito
mas agora fica escrito;
tu és a flor da manhã,
eu sou o raio da tarde.
Tu és a liberdade de um rio,
e eu sou o fio da navalha.
Tu és a cor do infinito,
que se abre nas minhas pupilas.
Tu és o sonho que me acorda, de todos os pesadelos.
Tu és tudo o que promete,
eu sou tudo o que consome.
Deixa-me ser esta loucura toda.
E tu és o anjo que me enleva,
amo-te, como amo o sal e a terra.
Amo-te como amo a paz e a guerra.
Amo-te com o suor das noites de inverno
e o grito de amor de todas as andorinhas.
Talvez não te tenha dito, 
mas já agora fica escrito,
que é enorme o desejo de estar sempre ao teu lado
e por isso não nos chega uma simples amizade.
Talvez não te tenha dito,
mas agora fica escrito;
o nosso amor és tu, mulher que eu amo,
o nosso amor és tu para sempre.
Até que venha a ceifeira
cortar as ervas de Maio,
Até que venha a videira
enrolar-me nas suas teias
e cobrir-me de hera.
Talvez não te tenha dito,
mas agora fica escrito:
Casa comigo..."
(J. A.)

 

 
 
Parabéns pelo vosso casamento
Que todos os dias da vossa vida sejam de felicidade. "De flores da manhã e de raios de sol de tarde".
Muitos beijinhos


5 comentários:

Obrigada por andarem por aqui. São sempre bem-vindos.

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